Sobre Nós

Por que ECO?

Para falarmos sobre o EcoWomen, é imprescindível falar sobre a palavra ECO. Etimologicamente, ECO tem a acepção de casa, abrigo… E o seu prefixo remete, muitas vezes, ao meio ambiente – que é o nosso principal lar.

Isso pode ser observado em palavras como ecologia, ecoturismo, ecossistema. Precisamos cuidar de tudo que nos acolhe, concordam? Isso vale ao abrigo de um abraço, ao nosso quarto, à casa em que moramos, à nossa comunidade, à cidade, ao país, inclusive ao planeta.

No dicionário, ECO é um substantivo masculino que denota a repetição de um som. No sentido figurado, significa notícia que se espalha rapidamente, algo que deixa marcas, memória, repercussão, grande estrondo.

Já a Astronomia define o ECO como um processo de medição de distâncias entre astros, corpos celestes, pela reflexão de radiofrequência. E, considerando cada Mulher como uma Estrela, a proposta do EcoWomen é construir pontes em um mundo de muitos muros. É criar uma rede sem fronteiras, reunindo vozes em um eco sistêmico.

Reunir vozes é necessário!

As mulheres, já há algum tempo, parecem ter se tornado mulheres de poucas palavras, de palavras catadas, contadas e cantadas – a conta-gotas. A maioria delas foi criada sob a crença de que é preciso se calar diante da violência, do assédio moral, sexual e do machismo do mundo.

Em “Terra de Mulheres”, romance publicado em 1915, da autora Charlotte Perkins Gilman e inspiração para a criação da mulher-maravilha e suas amazonas, é retratado como seria uma sociedade composta exclusivamente de cidadãs.


A obra se baseia em um socialismo utópico, descrevendo um território isolado da civilização, sem fome, sem miséria ou doenças, e fundada na cooperação. Organizado ao extremo, é vislumbrado um mundo frutífero, sem guerras ou conflitos – o que parece maravilhoso, se o narrador da história não fosse um homem.

Historicamente, homens têm editado narrativas sobre mulheres, livros e artigos sobre elas. Enfim, ditado regras de conduta. Esses homens parecem incorrer em um cerceamento, ainda que despropositado, das vozes e liberdades femininas. E muitas mulheres – por medo, por falta de sororidade real, ou mesmo para proteger seus companheiros, seus pais, seus filhos – têm se calado. Isso não pode mais acontecer.

Somos maioria…. No entanto, apesar de lembrarmos e estudarmos filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles, muitas de nós não sabem sequer quem foi Hipátia, que lecionou matemática, filosofia, astronomia... Somos maioria, mas precisamos de projetos para incentivar mais meninas na música. Por quê? Somos maioria, mas precisamos de incentivo para termos mais meninas cientistas. Por quê? Somos maioria, mas as regras da moda são ditadas por normas de segurança do que devemos vestir para não sermos vítima de assédio. Por quê? Somos maioria, mas não estamos ocupando o Congresso Nacional. Por quê? Somos maioria, mas não estamos ocupando a Presidência da República. Por quê?

O motivo é simples: porque somos mulheres. E mulheres são questionadoras. E mulheres questionadoras foram historicamente queimadas na fogueira como bruxas. Hoje, no mundo digital, as mulheres são perseguidas de outras formas… E isso não pode mais acontecer.

ECO é memória… Vamos ao Histórico

O projeto EcoWomen nasce em 2019, no curso do Mestrado em Políticas Sociais e Cidadania na Universidade Católica do Salvador (UCSal) das cofundadoras do MUDART e da PEACE. Um grupo de Mulheres Extraordinárias reuniu forças e vontade de colocar em prática uma proposta de impacto social, ambiental e econômico. E, então, surgiu o panorama pandêmico em 2020.

A partir do anúncio de um edital da Embaixada e dos Consulados dos EUA no Brasil para seu fundo de resposta rápida para auxiliar projetos virtuais no Brasil que abordam os impactos do COVID-19 em suas comunidades, nós adaptamos o projeto ao meio virtual, inscrevemos a proposta e fomos selecionadas.

O que é o projeto?

O projeto educacional multidisciplinar ECOWOMEN se propõe a fazer ecoar as vozes de meninas e mulheres pelos seus direitos humanos, ecológicos e econômicos diante dos problemas socioambientais, culturais, educacionais no mundo pós-covid.

Surgiu com a parceria do MUDART (Movimento Universidade Arte Transformática) com a PEACE (Paz, Educação Ambiental e Consciência Ecológica). Juntos, somam esforços para integrar temáticas como: Educação Socioambiental, Economia Circular, Empreendedorismo Consciente, Formas de Solução de Conflitos, Comunicação Não-violenta, Direitos Humanos e a Arte como ferramenta de emancipação – que serão ministradas por meio de oficinas (100% virtuais).

Para a implementação do Projeto EcoWomen, será publicado Edital para seleção de 17 (dezessete) garotas de 13 a 22 anos (Jovens Embaixadoras EcoWomen) que, após o período das oficinas, serão orientadas para a criação de projetos em prol de suas respectivas comunidades, vislumbrando sempre os 17 (dezessete) objetivos do desenvolvimento sustentável das Nações Unidas.